Arquivo da categoria ‘Uncategorized’

Desativação do Blog

Publicado: setembro 12, 2012 em Uncategorized

Pessoas,

Informo-lhes que este blog será desativado e que nossa interação ocorrerá, a partir de agora, no grupo criado no facebook.

O nome do grupo é: Sistemas_UEPB. Procurem no face e se integrem.

Por gentileza, entrem neste grupo para que o material didático, extra-classe e demais informes sejam absorvidos por todos da sala.

 

abraços,

 

profa. Adriana Alves

Dica de filme: Uma manhã gloriosa

Publicado: setembro 8, 2012 em Uncategorized

 

A propósito do texto que discutiremos na próxima aula sobre infotainment, lembrei deste filme que retrata esse universo de informação + entretenimento. Na trama, quando a batalhadora produtora de TV Becky Fuller (McAdams) é demitida de um programa local de notícias, sua carreira se torna tão desolada quanto sua desafortunada vida amorosa. Quando ela aceita trabalhar no programa “Daybreak” (o programa matinal de notícias que ocupa o último lugar na classificação nacional), Becky decide revitalizar o programa contratando o lendário âncora de TV Mike Pomeroy (Ford). Infelizmente, Pomeroy se recusa a reportar assuntos comuns dos programas matinais como fofocas de celebridades, previsão do tempo, moda e artesanatos – quem dirá trabalhar com sua co-apresentadora, Colleen Peck (Keaton), uma ex-rainha da beleza e personalidade de longa data do programa matutino e que está mais do que satisfeita apresentando as “notícias” das manhãs. Na medida em que Mike e Colleen se confrontam, primeiro nos bastidores e depois no ar, o caso de amor de Becky com o colega produtor Adam Bennett (Wilson) começa a desmoronar – e logo Becky está lutando para salvar seu relacionamento, sua reputação, seu emprego e por fim o próprio programa.

O anti-jornalismo da Revista Veja

Publicado: setembro 5, 2012 em Uncategorized

Pessoas,

Na aula passada, discutimos sobre a postura das Revistas Brasileiras, sobretudo a Veja, sobre Mídia e Política. Pois bem, na semana passada, o jornalista Renato Maurício Prado (o que brigou com Galvão Bueno ao vivo, no Sport TV), criticou a postura da revista Veja por ter inventado a tal entrevista e demais informações. Gostaria muito que meus alunos lessem essa análise feita pela professora da UFF, Sylvia Moretzsohn sobre esse caso, publicado no site Observatório da imprensa. 

 

 

A longa tradição das “entrevistas” inventadas

Por Sylvia Debossan Moretzsohn em 04/09/2012 na edição 710

Uma revista publica um pingue-pongue – entrevista em formato de perguntas e respostas – com um jornalista que imediatamente denuncia em seu blog o “engodo”, porque não teria dado entrevista alguma; a revista responde reafirmando a autenticidade do texto e tudo fica por isso mesmo, a palavra de um contra a da outra.

Foi na semana passada. A edição 2284 da Veja Rio, que começou a circular no domingo (26/8), trazia, na coluna “Beira Mar”, uma suposta entrevistacom o colunista esportivo Renato Maurício Prado, do Globo, sobre o fim de seu contrato com a SporTV, depois de uma discussão ao vivo com o apresentador Galvão Bueno, durante um programa de debates nos últimos Jogos Olímpicos.

Já na terça-feira (28), na nota “Pingo nos is”, ao pé de seu blog, reproduzida no dia seguinte em sua coluna no caderno de Esportes do jornal impresso, Renato afirmava que não dera entrevista: teria apenas atendido ao telefonema da repórter e explicado que não queria falar, “até por entender que nós, jornalistas, não somos notícia”. Ressaltava inclusive um erro na menção à sua participação num programa de rádio, já extinto havia mais de dois anos, e lamentava a utilização de uma foto sua, feita para sua coluna no Globo, pois, para o leitor, ficava a impressão de que ele teria posado para Veja.

Em nota oficial, publicada na quinta-feira (30/8), a revista rejeitava o desmentido.

O que se diz no contestado pingue-pongue não tem qualquer relevância para além do previsível noticiário sobre “celebridades e personalidades do Rio”, que é o tema dessa seção da revista. A questão do método, sim, é que é de extrema relevância, independentemente do assunto, da importância das fontes ou da parcela do público a que se destina esse tipo de informação. Ou fraude.

A farsa da reportagem

Não é de hoje que Veja é criticada por utilizar artifícios estranhos aos mais elementares princípios éticos do jornalismo. Entre eles, a descontextualização, ou mesmo a pura e simples invenção de declarações. Recordo aqui, apenas para ilustrar, um caso de grande repercussão ocorrido há pouco mais de dois anos: o texto intitulado “A farra da antropologia oportunista“, publicado em maio de 2010, que acusava pesquisadores de forjar a existência de comunidades indígenas ou quilombolas em proveito próprio – das ONGs das quais participavam – e em detrimento das perspectivas de desenvolvimento do país. Para tanto, utilizava supostas afirmações de dois antropólogos, Mércio Pereira Gomes e Eduardo Viveiros de Castro, que argumentariam no sentido pretendido pela revista.

A farsa da reportagem foi denunciada em pelo menos três artigos neste Observatório (ver “Como demonizar populações vulneráveis“, “Reflexão sobre ‘espertinhos’ e ‘espertalhões’“ e “Dados fantasiosos, informações deformadas“) e na resposta do professor Gomes (“Resposta a uma matéria falsa“), que recusava à Veja “o falso direito jornalístico” de atribuir-lhe “uma frase impronunciada e um sentido desvirtuante” daquilo que pensava sobre a questão indígena brasileira.

O protesto de Viveiros de Castro também circulou amplamente pela internet e provocou uma troca de mensagens entre ele a revista (ver aqui), na qual ficava evidente a inexistência de entrevista e a deturpação dos argumentos do pesquisador, retirados de um artigo seu.

O mais curioso é que Veja concluía sua resposta dizendo que o antropólogo a havia autorizado a utilizar o tal artigo “da forma que bem entendesse”. O que, a rigor, jamais poderia ocorrer, porque evidentemente nenhum texto pode ser utilizado de qualquer jeito: precisa ser citado de acordo com a sua própria coerência interna, conforme o contexto em que foi escrito.

O elogio da fraude

Criada em 1968 por Mino Carta, Veja passou por uma série de mudanças ao longo dessas mais de quatro décadas, e só um estudo detalhado poderia apontar o que a levou a se distanciar progressivamente da prática rigorosa do jornalismo para enveredar por uma política editorial que pretende amoldar a realidade às suas pautas, utilizando quaisquer recursos para a obtenção dos resultados previamente definidos. O recente episódio que envolveu o colunista esportivo seria, portanto, apenas uma derivação social e politicamente irrelevante de um processo incorporado há muito tempo.

Entretanto, nesse processo há um aspecto essencial e aparentemente inocente que deveria chamar a atenção, sobretudo de jovens aspirantes a jornalistas, especialmente agora que a discussão a respeito da adequada formação retorna, com o debate sobre a exigência do diploma universitário: é que as regras elementares do método jornalístico não são tão elementares assim. Pois que mal faz inventar entrevistas, desde que elas sejam simpáticas às fontes?

Em Notícias do Planalto, lançado em 1999 e prestes a ser reeditado, Mario Sergio Conti relata a esperteza de Elio Gaspari, então em início de carreira:

“[Gaspari] estava numa agência de notícias no Galeão. O aeroporto era o ponto de passagem dos poderosos da República. Os políticos, ainda em trânsito da antiga para a nova capital, embarcavam nos voos matutinos para Brasília. No Galeão desembarcavam as celebridades estrangeiras que visitavam o Rio. Como se podia entrar na área da alfândega, os jornalistas circulavam e faziam entrevistas. Os repórteres da agência tinham de falar com os passageiros famosos, redigir as matérias na sala de Imprensa, tirar cópias num estêncil a álcool e mandá-las para os jornais. Gaspari logo constatou que o tempo médio de embarque e desembarque, vinte minutos, era escasso. Enquanto entrevistava um deputado, perdia outros três que entravam no avião para Brasília. Passou a acordar de madrugada para ler os jornais e, com base neles, escrever pequenas entrevistas de políticos comentando os assuntos do dia. Se concordavam com as respostas, passavam a ser os entrevistados de fato e de direito. Assim, podia mandar aos jornais três, quatro entrevistas, em vez de uma. Os entrevistados agradeciam porque, além de estarem nos jornais, às vezes pareciam mais inteligentes ou engraçados do que realmente eram.”

Esses políticos jamais poderiam sonhar que algum dia lhes cairia no colo um assessor tão bom, e ainda por cima gratuito. Conti prossegue, muito divertido:

“Em Veja, o método foi refinado e usado anos a fio. Gaspari inventava um raciocínio para avivar uma matéria, geralmente de madrugada, no calor do fechamento, e mandava um repórter achar alguém famoso que quisesse assumir a autoria. A frase “O povo gosta de luxo, quem gosta de miséria é intelectual” nasceu assim, proposta por Gaspari ao carnavalesco Joãozinho Trinta. O truque era puro Elio Gaspari. Tinha algo de molecagem, mas ficava nos limites das normas jornalísticas, na medida em que ninguém era forçado a encampar uma declaração. O seu fim último era levar um fato novo ao leitor(…)”. (grifo meu).

Então ficamos assim: inventar declarações e atribuí-las a terceiros faz parte das normas jornalísticas, desde que sejam favoráveis a essas fontes. Nada impede, tampouco, que se recorte um artigo e nele se insiram perguntas, para dar a impressão de um pingue-pongue. Terão razão, afinal, certos teóricos que dizem que jornalismo é ficção?

Essas coisas as escolas – pelo menos, as escolas de qualidade – não ensinam. Pelo contrário, refutam e denunciam. No entanto, renomados jornalistas – nos quais, naturalmente, muitos jovens se miram – praticam e enaltecem o que deveriam combater. E a fraude só causa revolta quando contraria os envolvidos.

Mas nem por isso deixa de ser o que é.

***

[Sylvia Debossan Moretzsohn é jornalista, professora da Universidade Federal Fluminense, autora de Pensando contra os fatos. Jornalismo e cotidiano: do senso comum ao senso crítico (Editora Revan, 2007)]

 

 

Cronograma I Unidade

Publicado: agosto 28, 2012 em Uncategorized

Atenção, aluno (a)s!

Segue abaixo o cronograma da disciplina de Sistemas de Comunicação pós-Comunicurtas. Informo-lhes também que a Universidade disponibilizou o calendário acadêmico para o semestre de 2012.2, e já se encontra no site da UEPB.

abraços!!

 

 

dia/mês Conteúdo referência
 

3/09

Aula expositiva sobre Mídia e Política  
 06/09 Debate sobre texto COELHO, Cláudio Novaes Pinto. Mídia e poder na sociedade do Espetáculo. In: Revista Cult, 2011. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2011/02/midia-e-poder-na-sociedade-do-espetaculo/

 

10/09 Debate sobre o artigo TARAPANOFF, Fabíola. Infonteiment: hibridismo de estilos. Disponível em: http://www.intercom.org.br/papers/regionais/sudeste2012/resumos/R33-2026-1.pdf
13/09 Exibição de um documentário Muito Além do cidadão kane
 17/09 Debate sobre o documentário na tentativa de entender a logística do sistema de comunicação Debate sobre o documentário + orientação da atividade da I Unidade da disciplina + divisão da apresentação das equipes
 20/09 Orientação da atividade final da disciplina  Cada equipe deverá trazer um esboço da atividade, qual veículo pretende analisar para adequar o trabalho à proposta da disciplina.
24/09 Orientação da atividade final da disciplina Esclarecimentos de possíveis dúvidas no desenvolvimento da atividade
27/9 Início da Apresentação das esquipes Apresentação das equipes 1 e 2
    OUTUBRO
01/10 Continuação das apresentações Apresentações das esquipes 3 e 4
04/10 Continuação das apresentações Apresentação da equipe 5 (Encerramento da I Unidade Temática)

 

Atenção, alunos!

Publicado: agosto 26, 2012 em Uncategorized

Devido ao Comunicurtas, as aulas de Sistemas da Comunicação estão suspensas. Retronaremos na semana pós-comunicurtas. Ainda esta semana, postarei  diretrizes para a próxima aula.

Inspiração jornalística

Publicado: agosto 20, 2012 em Uncategorized

 

 

Porque um pouco de inspiração é sempre bem-vinda.

Quem é George Orwell?

 

 

Caro (a)s aluno (a)s:

Nas próximas aulas (turma manhã e noite), discutiremos o artigo Os quatro pilares da imprensa livre, publicado originalmente no Suplemento Ilustríssima, da Folha de S. Paulo e reproduzido no site Observatório da imprensa.

Informo-lhes, porém, que há uma cópia impressa do artigo na pasta da disciplina, na Xerox da Faculdade. Então, o aluno terá as duas opções de leitura: impressa e na tela.

Peço a todos e todas que leiam os textos para que as aulas se tornem mais interativas, dialógicas e reflexivas.

Seguem também os vídeos que por questões estruturais e elétricas, não pôde ser exibidos na aula de hoje pela manhã.

vídeo 1 – Toda Folha – 90 anos da Folha de S. Paulo

 

vídeo 2 – A história da Folha de S. Paulo